Tag Archives: solidão.

O medo de envelhecer sozinho

FacebookTwitterGoogle+Compartilhar

Mulher sentada sozinha em um bancoHoje eu recebi um email de uma querida leitora falando sobre seu medo de envelhecer e dar trabalho às outras pessoas. Não posso ser hipócrita e dizer que também não compartilho de seu medo. Entendo muito bem seu medo, cara leitora. Mas, por outro lado, se martelarmos esse medo em nossa mente só vamos aumentá-lo ainda mais. Não sabemos do amanhã. Já vi e escutei tantas histórias de meus pacientes que a única certeza que tenho é que tudo tem seu percurso. Continue reading »

Abra seu leque das amizades!

20150506_183452Não é raro escutar um paciente me dizer que “não tem amigos” ou que “todos são falsos”. Acredito que uma amizade é como um energético para a alma. Não importa se é um amigo confidente, de “baladas”, da faculdade, do trabalho, etc. Cultivar amizades faz bem sim para a saúde mental. Não se isole do mundo e muito menos das pessoas. Há diversas formas de abrir seu leque das amizades. Se você é do tipo caseira(o), pode fazer amigos em um curso, por exemplo. Se não está mais no ambiente educacional, pode fazer amigos na academia, na escola de seus filhos (os pais). Enfim, estar aberto à novas amizades ou resgatar as antigas vai te fazer bem. Lembre-se que todos nós vivemos em uma sociedade onde a solidão está cada vez mais presente na vida das pessoas. Que tal ligar para um amigo hoje e dizer um “oi”?  Ou, já que você está na internet agora, procure um curso na sua cidade. !

Não julgue suas futuras amizades baseado nas experiências decepcionantes do passado. “Amigos falsos” vem e vão. Não generalize! Você pode ter tido algumas pessoas falsas em sua vida, mas pode ter certeza que há muita gente de boa índole de coração aberto e sincero para ter uma amizade com você. Acredite! Ter amigos faz bem para a saúde.

Uma excelente noite  a todos (com muitas amizades)…

Mariza Matheus

Imagem: Bob e Patrick, meus gatinhos e amigos felpudos.

Relacionamentos Destrutivos

Foto: George Hodan
Vou começar essa postagem com uma história que, infelizmente, representa milhares de mulheres.
“Era uma vez uma jovem romântica e estudiosa. Essa jovem tinha muitos sonhos e queria ter uma família e carreira. Um dia, uma amiga lhe apresentou um rapaz muito bonito, simpático e muito, mas muito educado. Logo eles começam um namoro. Cheio de galanteios, esse rapaz a encanta cada dia mais. Sim, ele parecia ser aquele grande amor de sua vida. Ela chegou a acreditar que teve sorte de conhecer “o amor de sua vida”. Assim, mesmo no começo do relacionamento, ela soube que eles foram feitos um para o outro. Porém, em pouco tempo de namoro ele começa a se mostrar. De um rapaz encantador, passa a encenar esse papel apenas quando estão entre os amigos, pois a sós ele se mostra verdadeiro, sem máscaras, um homem bravo, impaciente e que a humilhava. Essa jovem então pensa em terminar a relação, mas ele chora, sofre e promete que nunca mais vai tratá-la mal. Presentei-a com os mais caros mimos, idas a restaurantes e carinhos. Como deixar o príncipe escapar se ele se mostra arrependido? Foi assim que ela pensou. Infelizmente esse arrependimento durou pouco e logo as humilhações voltaram, mas desta vez piores, envolvendo até agressões físicas. A jovem chega a pensar que ela possa ter provocado tal “ciúme excessivo” e tenta a todo custo ser “mais compreensiva e “não provocá-lo”, pois ela entendeu que usar roupas curtas ou conversar com as amigas pode ser ruim para o relacionamento. Ela não queria deixá-lo bravo. O tempo passa e ela se anula cada vez mais, ao ponto de perder sua identidade. A jovem reconhece que está num relacionamento doentio, mas mesmo assim não consegue sair dele. Tem medo. Está perdida. A jovem mistura anulação e dependência com amor. Essa jovem vive assustada, com medo da reação dele no dia, pavor da reação dele se ela for embora. Agora está totalmente perdida e apavorada, mas não sabe o que fazer. Essa jovem já não se sente jovem…”

Continue reading »

Um vazio enorme…

 

Quem nunca sentiu um vazio enorme dentro o peito. Uma solidão que machuca a alma. Se você respondeu que nem sabe do que estou falando então fico feliz por você. Mas, infelizmente, escuto diariamente pessoas reclamando do ser humano, da falta de confiança no outro. Tem vezes que eu me frustro em saber que a medicação não preenche totalmente esse vazio. Mesmo que o paciente apresente um quadro depressivo e esteja tomando corretamente a medicação, o vazio ainda pode bater no peito. A sociedade que está vazia, doente… carente. As pessoas estão individualistas, mais superficiais e imediatistas.

Posso estar errada, mas vejo essa nova geração “Facebookiana” muito sem afeto entre as pessoas. Mesmo você tendo “trocentos” amigos, você pode se sentir completamente sem amigos. Entende?

Ontem eu olhei na minha linha do tempo e vi que 3 amigos faziam aniversário. Escrevi “Feliz aniversário!!!!!” para o primeiro amigo e logo fiz um “control C – control V” para o segundo e o terceiro. Quando me dei conta do automatismo da minha “educação” apaguei-os. Pensei… Por que não ligar, dar um parabéns e aproveitar para saber se a pessoa está bem? Senti um estranhamento misturado com preguiça dentro de mim, afinal de contas esses três amigos não eram mais do meu convívio. Mas logo veio outro pensamento: mas eles podem voltar a ser do meu convívio, afinal de contas por que eu os adicionei então na minha lista de amigos? Estamos tão “cheios” de amigos mas o que significa amigo atualmente? Uma página de rede social interligada com a sua?
Agora então entendo esse vazio, solidão, que um jovem me relata sentir, mesmo tendo mais de 800 amigos na sua rede social. Penso que de “social” essa rede tem muito pouco. Mas de quem é a culpa? Acredito que a rede é uma excelente ferramenta, mas não a aproveitamos para nos aproximar dos amigos e sim, para distanciarmos uns dos outros.
Deixo essa reflexão no ar…
Uma excelente semana a todos…
Mariza Matheus (Diário da Autoestima)

O preço da anulação

A cada dia me surpreendo com história de mulheres que se anulam para manterem um relacionamento. Quem está de fora pensa que é simples se separar, mas só a mulher que vive nesta situação sabe o quanto é sofrido relacionar-se com uma homem autoritário e controlador. Uma mulher que se anula está perdendo sua identidade. O preço disso? Uma intensa crise de identidade e sofrimentos.

Continue reading »

Não sei ficar sozinho…

Hoje eu conversei com um amigo que me disse a seguinte frase: ´não sei ficar sozinho´
Com essa crença ele sai de um relacionamento e cai de paraquedas em outro, sem se reavaliar ou investir em sua autoestima. A Cada frustração ele soma mais mágoas e angústias e não percebe que uma hora a bomba explode. Inconscientemente ou não, ele cai no mesmo erro. Acaba se relacionando com mulheres possessivas, ciumentas e imaturas. Eu, como amiga pentelha, acabo sempre falando para ele PRIMEIRO FICAR UM POUCO SOZINHO E REAVALIAR SEUS ERROS E ACERTOS. Fico parecendo aquela pessoa que não o deixa viver, e na verdade eu não quero ver meu amigo sofrer MAIS UMA VEZ (visto que a cada frustração ele afunda numa depressão).
É horrível ficar sozinho(a), sei disso na prática. Mas só percebi que eu caia num erro atrás do outro depois que parei de achar que o OUTRO me feria feliz. Tive namorados lindos, charmosos, e até atenciosos no primeiro momento. Mas com o tempo fui vendo que tal relacionamento não me feria feliz, mas mesmo assim eu continuava ou tolerava as frustrações para evitar ficar MAIS UMA VEZ SOLTEIRA. Pois bem, não adiantava, e eu estava sozinha mesmo namorando. Eu entrava num ciclo de infelicidade e submissão que me fez questionar se ficar com alguém valeria a pena. Claro que vale! Mas com a pessoa certa! E não aquela que supre nosso vazio interno ou para evitarmos o medo da solidão. Mas o que é solidão? A pior solidão é aquela onde você acha que tem alguém, e esse alguém nem se importa com você.
Posso até não encontrar a pessoa certa, mas ficar com a errada definitivamente me faz sofrer mais. Enquanto o cara certo não chega vou fazendo outras coisas que adoro, como escrever, viajar e conhecer pessoas. Mas aprendi (aprendo) que a felicidade está em minhas mãos, assim como a infelicidade também, cabe a mim por qual delas eu desejo lutar.
Abraços