Síndrome do Pânico

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Face of Fear

Hoje recebi uma mensagem de uma fiel leitora pedindo uma orientação a respeito da Síndrome do Pânico. Recebo muitos, mas muitos pacientes com essa queixa. Um número cada vez maior de pessoas reclamam de terem crises de pânico nos dias de hoje. O estresse é uma fonte importante que desencadeia uma crise do pânico.

Também denominado de Ansiedade Paroxística Transitória ou Episódica, mas todo mundo o conhece como Síndrome do Pânico. O transtorno do pânico faz parte dos transtornos ansiosos. A síndrome do pânico ocorre quando a pessoa tem duas ou mais crises (ataques) de pânico por semana. A pessoa sente uma “crise” forte de ansiedade súbita, que dura alguns minutos, porém, com sintomas tão intensos que levam o paciente a acreditar que algo mais grave pode acontecer (onde vem a sensação de pânico). As crises podem ser recorrentes ou esporádicas, mas quem teve uma crise de pânico acaba sempre com medo de ter outra, ou seja, aumenta seu quadro ansioso por conta desse medo (preocupação).

Os sintomas variam de pessoa para pessoa como:

  • Palpitação,
  • Sudorese (suor nas mãos ou pés),
  • Sensação de desmaio ou até de que vai morrer,
  • Medo intenso,
  • Sensação de perigo eminente,
  • Medo de perder o controle,
  • Parestesias (ex: formigamento nas mãos),
  • Tremores em extremidades (mãos),
  • Respiração curta e ofegante levando a uma dificuldade em respirar,
  • Tonturas…

Apesar da crise em si durar alguns minutos (de 10 a 20 minutos), o paciente acredita que sua duração é bem maior, levando a um comportamento de esquiva fóbica (evitar lugares fechados, com muitas pessoas ou aqueles lugares que o paciente acredita que possa passar mal) ou ansiedade antecipatória (medo de ter uma nova crise). O indivíduo com ansiedade antecipatória tem seu quadro de ansiedade agravado justamente por essa preocupação constante e medo de uma nova crise.Alguns pacientes deixam de seguir sua rotina por causa do pânico, mudando horários, locais e até atividades. Já atendi paciente que deixou de dirigir por medo de passar mal no volante. Outro, de subir escadas, por medo de cair e sofrer uma fratura.

Devemos diferenciar um ataque de pânico com outros tipos de ansiedade, como o Transtorno de Ansiedade Generalizado, por exemplo. Mas para isso, oriento a buscar um profissional especializado no assunto, como o médico psiquiatra. Não tome medicamentos de conhecidos, mesmo que digam que a medicação foi prescrita por um psiquiatra e que também fazem tratamento para o pânico. Faça a sua avaliação primeiro, pois nem sempre o medicamento de seu amigo ou familiar será apropriado para você. Alguns remédios podem agravar seu quadro clínico e outros não surtirem o efeito esperado.

As causas das crises do pânico também são variadas como:

  • Estresse,
  • Ansiedade,
  • Términos de relacionamentos,
  • Dificuldades financeiras,
  • Depressão,
  • Histórico familiar (genético),
  • Experiências traumáticas…

O tratamento consciente, antes de mais nada, iniciar um acompanhamento com o médico psiquiatra. Há muitos remédios eficazes e que respondem rapidamente. Também será necessário um acompanhamento psicoterápico para investigar os desencadeadores psicológicos das crises. Atividade física ajuda no combate da ansiedade e, consequentemente, nas crises de pânico. Evite bebidas alcoólicas ou drogas, pois estes facilitam o aparecimento de novas crises.

Tente buscar as reais causas que fazem sua ansiedade aumentar e não alimente seu medo. Sei que é mais fácil você ler aqui do que realmente deixar de sentir medo, mas não deixe de viver sua vida por causa da crise do pânico. Lembre-se, nosso corpo é uma máquina perfeita e se você está com um nível de ansiedade muito alto a ponto de ter crise do pânico, é porque seu corpo está querendo de avisar de algo. Talvez este seja o momento de fazer algumas mudanças em sua vida ou fazer novas escolhas. Algo não está certo e sua máquina (corpo) está te lembrando disso. Cuide-se!

Um excelente final de semana a todos,

Mariza Matheus

Imagem: Public Domain Pictures

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