Será que você sabe se comunicar com o outro?

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Parece fácil dizer algo a alguém, certo? Precisamos apenas pensar e falar (tem pessoas que não pensam antes de falar, mas isso é outro caso). O outro escuta e pronto! Eis o início de uma comunicação! Hummm… Mas será que a outra pessoa realmente entendeu o que queríamos dizer? Se eu falo que a minha mesa é grande na minha sala o outro pode imaginar conforme o padrão de tamanho dele. Por exemplo: eu vejo minha sala do consultório e acredito que a mesa esteja grande pois ocupa grande parte da sala. Mas a outra pessoa pode imaginar uma mesa maior que uma mesa de sinuca, por exemplo, em uma sala duas vezes menor do que realmente é. Assim, a imagem que a outra pessoa criou em sua mente é baseada na criação que ela mesma fez e não a que eu imaginei ou vi. Dei um exemplo simples e mesmo assim podemos complicar. Agora, e quando falamos de sentimentos? Agora além de complicar a coisa fica complexa!

O que estou tentando escrever aqui é que quando nos comunicamos tendemos expressar aquilo que está em nossas vivências e não da outra pessoa. Vamos dizer que minha vivência se chama “mapa”. O meu “mapa” é diferente do seu, concorda? Cada pessoa tem seu próprio mapa, sua própria vivência e experiências. Cada pessoa tem sua maneira ÚNICA de interpretar seu mundo, seu mapa. O “território” (mundo externo) é interpretado individualmente e muitas vezes, quando nos comunicamos, não estamos cientes do mapa alheio.

Assim, uma boa maneira para aprimorar sua comunicação é tentar entender como funciona o mapa da outra pessoa. Vou dar outro exemplo: eu atendo diversas pessoas e cada uma tem seu nível de escolaridade, vivências, financeiro, cultura, etc. Tento ver como funciona o mapa daquele paciente. Há algum tempo atendi um senhor que nasceu numa época onde não existia ainda os antidepressivos. Percebi, pelo seu nível cultural de sua geração, que ele não entendia como a “depressão” seria considerada uma doença visto que em seu mapa a “depressão” significava que a pessoa estava com “preguiça” (palavras dele). Se eu for colocar uma medicação sem explicar e tirar suas dúvidas, corro o risco de perder este paciente e não ajudá-lo, pois ele não quer ser diagnosticado como “preguiçoso”.

Então, antes de você tentar fazer o outro te compreender, por que não faz diferente, tente compreendê-lo primeiro. Só então suas ideia e conceitos podem ser mais claramente expressados.

E aí, você sabe se comunicar? Ou apenas soltas suas ideias e opiniões para qualquer mapa?

Um excelente dia a todos (com muita boa comunicação)…

Mariza

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