Relacionamentos Destrutivos

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Foto: George Hodan
Vou começar essa postagem com uma história que, infelizmente, representa milhares de mulheres.
“Era uma vez uma jovem romântica e estudiosa. Essa jovem tinha muitos sonhos e queria ter uma família e carreira. Um dia, uma amiga lhe apresentou um rapaz muito bonito, simpático e muito, mas muito educado. Logo eles começam um namoro. Cheio de galanteios, esse rapaz a encanta cada dia mais. Sim, ele parecia ser aquele grande amor de sua vida. Ela chegou a acreditar que teve sorte de conhecer “o amor de sua vida”. Assim, mesmo no começo do relacionamento, ela soube que eles foram feitos um para o outro. Porém, em pouco tempo de namoro ele começa a se mostrar. De um rapaz encantador, passa a encenar esse papel apenas quando estão entre os amigos, pois a sós ele se mostra verdadeiro, sem máscaras, um homem bravo, impaciente e que a humilhava. Essa jovem então pensa em terminar a relação, mas ele chora, sofre e promete que nunca mais vai tratá-la mal. Presentei-a com os mais caros mimos, idas a restaurantes e carinhos. Como deixar o príncipe escapar se ele se mostra arrependido? Foi assim que ela pensou. Infelizmente esse arrependimento durou pouco e logo as humilhações voltaram, mas desta vez piores, envolvendo até agressões físicas. A jovem chega a pensar que ela possa ter provocado tal “ciúme excessivo” e tenta a todo custo ser “mais compreensiva e “não provocá-lo”, pois ela entendeu que usar roupas curtas ou conversar com as amigas pode ser ruim para o relacionamento. Ela não queria deixá-lo bravo. O tempo passa e ela se anula cada vez mais, ao ponto de perder sua identidade. A jovem reconhece que está num relacionamento doentio, mas mesmo assim não consegue sair dele. Tem medo. Está perdida. A jovem mistura anulação e dependência com amor. Essa jovem vive assustada, com medo da reação dele no dia, pavor da reação dele se ela for embora. Agora está totalmente perdida e apavorada, mas não sabe o que fazer. Essa jovem já não se sente jovem…”

Amor é uma palavra mal interpretada num relacionamento destrutivo. Nesse tipo de relacionamento o amor está ligado a anulação, agressões, humilhações e a poucos, digo poucos, momentos tranquilos. Amar com brigas constantes não é saudável. Amar deixando de se amar não é amor. Depender emocionalmente do outro deixando suas opiniões e desejos de lado… não é amor.
Eu poderia escrever aqui milhares de histórias de mulheres que se anulam para manterem um relacionamento, mesmo estando infelizes. Se seu companheiro não aceita seu jeito, não te respeita, não te apoia, implica com suas roupas, tem ciúmes até de seus familiares… isso definitivamente tem mais a ver com posse, não amor. O fato dele “bater e depois assoprar” não pode ser esquecido. Um homem que seja capaz de maltratar a própria mãe, quem garante que não faça o mesmo com você? Um homem que destrata a sua família, quem garante que te respeita? Um homem que te humilha, quem garante que seja verdadeiro quando de dá uma flor ou fala eu te amo.
A questão aqui é você se valorizar antes de qualquer relacionamento. Não deixe a carência escolher por você. Namore, conheça a pessoa, mas não o coloque num pedestal. Seja realista. Relacionamentos abusivos dão sinais logo no começo. Um homem que quer determinar quem você deve ser ele não te ama, talvez nem a ele mesmo.
Amor tem a ver com respeito e aceitação. Tem a ver com a vontade do outro em querer te ver bem e feliz. Alguém que vai te admirar e respeitar suas escolhas. Amor é calmo, sem anulações, sem agressões. Amor é sossego.
Um tranquilo final de semana a todos (sem anulações e com muito amor próprio)…
Mariza Matheus
Diário da Autoestima

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