Por que para muitas mulheres o sexo ainda é um tabu?

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Ainda escuto de muitas mulheres que ainda não se sentem à vontade com o sexo, mesmo depois do casamento ou de um relacionamento estável. Há muitas razões para tal desconforto, pois o assunto “sexo” não é tratado da mesma maneira entre mulheres e homens.
Vamos voltar à infância. Quando vemos um menininho curioso com seu “pipiu”, logo o incentivamos a se conhecer, ou seja, não há nada de errado com um menino “descobrir” que é menino. Mas quando o mesmo acontece com a menina, ela recebe uma reprovação por “se tocar onde não se deve tocar”. Estou me referindo aqui à descoberta da criança e não à masturbação (que nesta fase de vida nem tem conotação sexual). A menina não pode se “descobrir”. Não deve ser curiosa. Quando o menino, já maiorzinho, diz que tem uma namoradinha no colégio, o que muitas pessoas dizem? “Que lindo! Isso mesmo, namore bastante! Já se a menina diz que tem um namoradinho, escuta que só pode pegar na mão ou para ter muito cuidado, pois os homens são todos iguais. Quando um rapaz adolescente perde sua virgindade ele logo é “coroado” com esplendor por seu amigos e até familiares, já a menina… escuta repressões ou adquire uma fama de “fácil”.  Vivemos em uma sociedade machista e isso fica claro quando se trata das diferenças na educação de gêneros. É claro que há diferenças no gênero, pois a violência é alta e o risco de uma gravidez precoce também é um fato, mas incentivar um e reprimir ou outro será o melhor caminho?

Outro fato também é a forma como a princesa, quer dizer, menina é representada. As meninas escutam desde pequeninas sobre príncipes, princesas, sapos, salvação, beijo mágico, casamento, etc. Você, mulher, já escutou um conto de fadas onde a princesa não era perfeitinha e o príncipe tinha um lado sapo? Não. Provavelmente (salvo o recente conto do Shreck) você escutou estórias de princesas lindas, magras e indefesas que eram salvas por príncipes lindos, magros e heróis. Não havia meio termo e a perfeição era algo a se idealizar desde criança. E quando essa menina se tornasse mulher e percebesse que os príncipes poderiam ser sapos engraçados ou as princesas não precisariam ter um manequim 38? Um conflito logo começa na mente, pois a mulher cresceu escutando que precisava ter um padrão para poder ser amada. Essa mulher REAL e com defeitos é a mesma que nunca foi incentivada a ser ela mesma. Essa mulher é VOCÊ, EU… NÓS! Não somos princesas 100% do tempo e TUDO BEM! Tudo bem ter defeitos. Tudo bem não ter um corpo de manequim 38! E mesmo que não tenhamos atingido a idealização infantil, TUDO BEM sermos nós mesmas! E sabe o que mais? Ser você mesma É EXTREMAMENTE SEDUTOR! Você pode ser linda caso tenha um boa autoestima. Uma mulher que se aceita e se valoriza vai ser bonita, vai ter “aquele tchan”! O seu parceiro (ou parceira) não busca uma boneca. Ele(a) busca alguém que tenha encantos, algo a ensinar, algo a “compartilhar”. Aceitar-se é uma maneira de se sentir bem com o sexo. Salvo casos de traumas (que não vou citar aqui no texto), muitas mulheres não se sentem à vontade com o sexo por não se sentirem à vontade com elas mesmas! Pense nisso!
Por fim, e não menos importante, é evitar seguir padrões dos outros ou da mídia. Seu parceiro não precisa te ver em lingeriesexy para ter desejo por você. Você não precisa seguir todo o Kama Sutra para ter uma noite gostosa com seu marido. Pense no que vocês dois gostam e não na propaganda da televisão que “idealiza” um padrão rígido. Às vezes seu marido pode te achar mais sexy quando você usa aquela calcinha bege, quem sabe? Só o casal para saber o que dá mais prazer e não aquela “amiga” que diz que para você ser amada precisa fazer mil e uma fantasias. Seja você mesma! Entenda que para ser bonita precisa se aceitar. Sei que não é simples, mas ser outra pessoa não vai resolver tais questões.
Uma excelente noite a todos (sem tabus)…
Mariza Matheus
Diário da Autoestima

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