Ciúmes na relação afetiva

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1Você é do tipo supermegaciumenta? Ou tem um ciúme tipo “cuidado” na relação?

Ou ainda você pode ser do tipo que não sente ciúme algum do seu cônjuge e mesmo assim gerar um “estresse” na relação.

Como será se relacionar com pessoas de diferentes tipos de ciúmes? O primeiro que citei é o tipo de ciúme patológico onde o outro passa ser uma posse do ciumento. Nesse tipo de relação a parte que sofre do ciúme de seu parceiro(a) não consegue ter individualidade. Neste caso, é difícil manter um relacionamento sadio. Chamamos de relacionamento destrutivo, onde um tenta, a todo custo, controlar a vida do outro. Quem consegue ser feliz nesse tipo de relação? Nenhum dos dois, provavelmente. Você conseguiria? Já passou por um relacionamento assim? Já atendi tantos casos de ciúmes patológico e nenhum conseguiu levar para frente seu relacionamento, devido ao grande estresse gerado. Houve muito desgaste e ambas as partes saíram machucadas e traumatizadas. Geralmente, o indivíduo que sente o ciúme patológico só procura ajuda depois de muitas perdas. O ciumento patológico sofre muito e vive num inferno mental de medos e angústias. Sua autoestima afunda à medida que o ciúme aumenta. Muitos crimes passionais são causados por ciumentos patológicos graves, pois a perda é algo insuportável e inadmissível. É claro que não posso generalizar, pois nem todo ciumento patológico é um “assassino potencial”, mas as chances dele(a) fazer algo que se possa arrepender é grande.

Mas há outro tipo de ciúme, um considerado “normal” perante olhares das pessoas. Onde um cuida do outro e teme, assim, perdê-lo quando se sente “ameaçado”, mas sem paranoias ou controles. Neste caso não há impedimento do outro viver sua individualidade, mas há certa insegurança por parte daquele que sente ciúme. Muitas vezes a outra parte sente-se lisongeada e amada quando percebe seu amado com ciúme, mas quando esse ciúme passa a ser frequente, há também um desgaste na relação. Tudo tem que ter um equilíbrio. Diferente do primeiro caso, que precisa de um acompanhamento profissional (psicoterapia e medicamentos), este ciúme pode ser resolvido entre o casal. Talvez a parte que tem o ciúme está mais fragilizada e insegura ou até com baixa autoestima. Seu conjuge deve compreender  e conversar com sua(seu) parceira(o) e tentar buscar resgastar a confiança que possa ter sido rompida. Aqui, o acolhimento é fundamental. Não adianta diminuir aquele que se sente inseguro e sim, mostrar-lhe que o elo entre casal é maior que qualquer ciúme.

Mas e quando seu conjuge não sente ciúme algum? Neste caso, há pessoas que não se sentem amadas e passam assim a ficar inseguras e, consequentemente, podendo levar um comportamento ciumento no outro. Para deixar mais claro: um casal onde um não sente nenhum ciúme, pode (veja bem, pode) levar uma sensação de desamparo no outro.

Bom, tudo tem que ser na medida certa. Um ciúme pode ser um tempero ou um veneno e a falta dele pode ser uma tranquilidade ou um sentimento de abandono afetivo no outro. Equilíbrio sempre! Não é fácil, eu sei, mas é preciso sempre cuidar de sua relação de forma madura e sincera.

Um excelente dia a todos (com muito respeito entre os casais)…

Mariza Matheus

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