Category Archives: Saúde

Como falar sobre mau hálito com alguém de seu convívio

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60 Lábios

Public Domain Pictures (Talia Felix)

Recebi um email de uma leitora perguntado sobre este assunto. Bom, sabemos que é um tema muito delicado e não é fácil falar com alguém sobre isso. Muitas vezes, ao abordarmos o assunto, a pessoa com mau hálito se sente ofendida e pode levar o seu aviso (“toque”) para o lado pessoal e criar uma situação constrangedora entre vocês. Mas como falar isso para alguém? Se for alguém estranho você pode simplesmente não precisar ter que tocar no assunto, mas e se for alguém próximo, com quem você tem convivência e proximidade (intimidade)? Lembre-se que mau hálito nem sempre está relacionado com falta de higiene. Pode ter relação com a má alimentação, jejum prolongado e/ou regimes radicais. De qualquer forma é sempre bom conversar com seu dentista para descartar se seu mau hálito tem relação com placas bacterianas ou não. Ah, Mariza, mas eu NÃO TENHO mau hálito! Como você tem tanta certeza disso? E se você tem um conhecido querendo te dar esse toque? Bom, eu visito minha dentista sempre e tento, além da higiene, não fazer jejum prolongado. Mas vamos supor que não tem nenhuma relação com você ou comigo, como abordar esse assunto com outra pessoa sem magoá-la ou impactar negativamente em sua autoestima? Abaixo colocarei algumas sugestões. Caso você tenha mais sugestões, por favor, escreva no comentários. Continue reading »

Seja compreensível

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Quando nos relacionamos com alguém, temos momentos bons e ruins. Fato. Há momentos onde nosso parceiro(a) encontra-se fragilizado. Muitas vezes essa fragilidade vem em forma de somatizações (dores constante pelo corpo, alterações gastrointestinais inexplicáveis, infecções recorrentes, etc) e alterações comportamentais (labilidade emocional, impulsividade, isolamento, etc). No início é muito difícil reconhecer que trata-se de algum distúrbio psíquico, como depressão, por exemplo. Pensa-se logo que o cônjuge está fazendo drama, manipulando ou até “fingindo” estar doente por que “gosta” dessa situação. Há alguns casos que isso pode até acontecer (manipulação), mas isso é a minoria (e tem a ver com caráter). Refiro-me aos casos concretos e, infelizmente, cada vez mais comuns. Bom, não acho que seja divertido para aquele que se encontra instável emocionalmente fingir algo que lhe traga tanta dor. A dor psíquica é considerada uma das piores dores do ser humano. A angústia é uma “dor” sufocante.

Nesta postagem eu quis abordar o outro lado, não o do paciente e sim do cônjuge ou daquele que se relaciona com uma pessoa que se encontra nesse estado. Não seja aquele “dedo que aponta e humilha”, que ignora ou que faz pouco caso dos sentimentos do outro. Não seja ríspido ou impaciente.  Sim, é muito difícil se relacionar com alguém fragilizado e, por ser de ordem psíquica, este nem sempre é levado a sério. Tudo que é subjetivo incomoda. Imagine se tivéssemos um exame de sangue onde se poderia diagnosticar o nível da depressão (grau I, II ou IV)? Saber se é contagiosa? Ou se os antidepressivos fizessem o mesmo papel dos antibióticos e resolvessem o quadro clínico em duas semanas? Seria muito bom, não é mesmo? Mas os quadros depressivos, com ou sem somatizações, demoram a ser diagnosticados e, geralmente, seu tratamento é a longo prazo.

Seja companheiro e dê o apoio que seu parceiro(a) necessita. Não me refiro a fazer tudo que o outro deseja (aí pode gerar um ganho secundário do outro), mas mostre que você compreende o que está acontecendo e que ele(a) pode contar com seu apoio. Escuto muito de meus pacientes dizerem que seus cônjuges não acreditam em depressão, que é algo da cabeça, inventado. Sim, é da cabeça mesmo, mas é um distúrbio que altera o comportamento e precisa ser acompanhado/tratado. Não é “frescura” como eu já escutei de alguns acompanhantes de meus pacientes. Depressão é doença. Procure conversar com o médico de seu(sua) parceiro(a) e tire também suas dúvidas. Não me refiro “a tentar descobrir” o que o cônjuge falou ou deixou de falar (isso é sigilo médico!), mas tire suas dúvidas sobre o quadro clínico, qual orientação o médico pode te dar para que a evolução do tratamento seja a melhor possível, como você deve proceder caso haja uma recaída ou crise, etc. Seja companheiro(a) e ajude seu(sua) parceira a sair da depressão.

Um excelente dia a todos…

Mariza Matheus

Foto: George Hodan (Public Domain Pictures)

Matchá

 Já ouviu falar no Matchá?

Até pouco tempo trás eu também nunca ouvi falar, mas fiquei curiosa e comprei um para mim. É fácil encontrá-lo em lojas de produtos naturais. Esse chá, da mesma planta que o chá verde porém com uma preparação diferente, promete acelerar o metabolismo e, consequentemente, a perda de peso. Bom, comecei hoje a tomá-lo e em breve postarei minha percepção melhor sobre essa tal aceleração do metabolismo e outros efeitos antioxidantes.
O gosto achei amargo, mas não acrescentei açúcar e sim canela (um pauzinho), que amenizou o gosto forte.
A diferença deste chá para o tradicional chá verde é que ele é preparado a partir das folhas novas da planta (que é protegida do sol). Essas folhas são trituradas até formarem um pó verde. Seu preparo é muito simples, basta colocar uma pequena quantidade (meia colher de chá rasa) e acrescentar água quente (em torno de 70 graus). Mexer e depois beber.
Simples assim!
Lembre-se, cuidar da saúde ajuda a melhorar sua autoestima!
Excelente noite a todos…
Mariza Matheus