Category Archives: Relacionamentos

Como lidar com o fim de um relacionamento

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No Amor

Public Domain Pictures (Emilie Hendryx)

Recentemente atendi um paciente que me trouxe muitas reflexões. Este paciente é muito inteligente e curioso, principalmente com relação aos comportamentos humanos. Adoro gente curiosa! Bom, ele queria saber por que há diferenças comportamentais entre homens e mulheres quando terminam um relacionamento. Antes de mais nada preciso ressaltar que CADA UM lida de forma particular com a ruptura de um relacionamento, apesar que algumas características parecem específicas entre os gêneros. Continue reading »

Relacionamentos e suas máscaras

Quem vive ou já viveu um relacionamento sabe o quanto é complexo vivenciá-lo. Não há fórmulas mágicas e nem manual preciso de como se relacionar sem nunca mais se frustrar. Utopia acreditar que viveremos um conto de fadas e, na minha opinião, tudo bem! Não precisamos de alguém 100% perfeito aos nossos olhos. Aceitar o outro em nossa vida é reconhecê-lo como alguém que também tem opiniões, cultura e vivências diferentes da nossa. Não pautar o relacionamento na idealização já será um bom começo para um relacionamento maduro e saudável. Continue reading »

O ciclo da vida (relacionamentos)

AmorTodo mundo sabe que ao se relacionar com alguém é preciso paciência e tempo para “ajustar” as personalidades e diferenças. No início tudo parece perfeito, lindo do tipo amor eterno. Mas, com o tempo, percebemos que também não somos perfeitos. Como assim? Nós não somos perfeitos? Também não somos 100% da idealização do outro e nem por isso deixamos de ser interessantes. Por que a perfeição do tipo “comercial de margarina ou fotos do Facebook” tem que ser o objetivo principal da relação? Relacionar-se é estar com o outro, aprender e crescer. Continue reading »

Qual a pessoa ideal para se relacionar?

Ontem estava conversando com uma amiga quando questionamos a respeito de relacionamentos. Acredito que todos aqui já se decepcionaram no quesito “namoro”, não? Se você é do tipo “sortudo(a)” e casou-se com a primeira namorada(o) e está muito feliz… excelente! Mas se você é como nós, meros mortais, que já fez escolhas erradas no lado afetivo… bem vindo ao clube!

Brincadeira à parte, lamentar-se adianta? Não! Então vamos parar e refletir: qual é a pessoa ideal?

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Dificuldade de se envolver nos relacionamentos atuais

Flowers

Escuto diariamente sobre os relacionamentos e suas complexidades. Todo mundo sabe que não é fácil se relacionar com uma pessoa sem ter que lidar com as diferenças de opiniões, culturais, familiares, crenças, etc. Encontrar alguém 100% compatível com o mesmo “pensar” é uma utopia. Os opostos se atraem? Não acredito nisso. Acho que as semelhanças sim fazem aumentar as chances de um relacionamento dar certo. Mas as diferenças, por outro lado, dão um sabor todos especial na relação (isso quando sabemos lidar com elas). Hoje pela manhã, abri meu computador e naveguei em alguns sites conhecidos. Todos eles anunciavam sobre o fim de um relacionamento de um ano de um cantor famoso. Essa notícia não me chamou atenção alguma, pois não tenho nada a ver com a vida dele. Mas, numa rede social, essa notícia parece ter viralizado. Por curiosidade, abri para ler somente os comentários e saber como as pessoas pensam ou “pitacam” na vida alheia. Muitos, mas muitos dos comentários eram de cunho pejorativo questionando sua orientação sexual.  O fato deste cantor ter tido vários insucessos nos relacionamentos passava a ser “patognomônico” de que algo “errado” acontece com ele. Como se ele não pudesse terminar mais nenhum relacionamento, pois teria que “assumir” um problema mais sério. Bobagem! Cada um decide com quem quer continuar ou não a se relacionar.

Mas, por outro lado, penso também nos relatos que escuto no consultório sobre as dificuldades em se relacionar com alguém. Percebo que naqueles pacientes mais velhos (de gerações mais antigas) lidam de forma diferente da geração mais nova. Os mais velhos toleram mais as diferenças conjugais e tentam se adaptar à situação. Já a geração atual, parece ter uma dificuldade maior com isso. Bom, dificuldade ou vontade maior em ser feliz. Não é fácil dizer o que acontece com nossa sociedade, mas que há uma diferença nos relacionamentos atuais isso é nítido. Parece que os mais novos toleram menos essas diferenças e logo se “desconectam” da pessoa, partindo assim, para novos relacionamentos. Até a forma de se conhecer uma pessoa mudou. Antes éramos apresentados a alguém, o flerte acontecia, o pedido de namoro, noivado e, por fim, o casamento. Hoje tudo é mais dinâmico. Você pode baixar um aplicativo de paqueras no seu celular e encontrar (em poucos segundos) uma lista de pretendentes. Você conhece seu pretendente no momento em que inicia “algo” e passa pelas etapas com uma velocidade que não acompanha o ritmo dos sentimentos. Então eu questiono: será que temos dificuldade em nos envolver ou estamos iniciando relacionamentos onde não há, desde o início, possibilidade de envolvimento? Será que nossa tolerância diminuiu ou não estamos mais dispostos em “perder tempo” com a pessoa (supostamente) errada? Confuso, não? Esse é o nosso mundo atual, dinâmico, rápido e… complexo.

Um excelente final de semana a todos…

Mariza Matheus

Imagem: George Hodan (Public Domain Picture)

Case-se com o pé direito!

Imagem: Pixabay

Como escrevi há alguns posts, muitas mulheres têm medo de casar “tarde”. Esse “tarde”, na minha opinião, é cedo, mas tudo bem. Acredito que para casar não há idade definida e sim tempo certo e isso é muito individual. Vale muito mais a pena esperar para encontrar um parceiro ideal do que casar-se por acreditar que está ficando velha. A nossa sociedade impõe um padrão rígido para as mulheres e nós caímos nesse jogo. Calma!!!! Tudo tem seu tempo e apressar-se pode ser uma armadilha.

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O segredo do relacionamento

Quer saber qual é o segredo de um relacionamento?Escute a resposta da Rajshree Patel. Talvez você se surpreenda e entenda que relacionamento não foi feito para tapar um vazio que há dentro de nós ou para evitar uma fuga do medo da solidão. Relacionar-se vai muito além de estar ao lado de alguém. Assista o vídeo e, na próxima postagem, eu comentarei sobre o que eu acho sobre relacionamentos (uma visão de uma médica psiquiatra que escuta DIARIAMENTE sobre pessoas e relacionamentos).

PS: adorei o vídeo!
PS2: Ah, adoraria saber qual é sua opinião sobre relacionamentos.
Um abraço a todos…
Mariza Matheus

 

Relacionamentos Destrutivos

Foto: George Hodan
Vou começar essa postagem com uma história que, infelizmente, representa milhares de mulheres.
“Era uma vez uma jovem romântica e estudiosa. Essa jovem tinha muitos sonhos e queria ter uma família e carreira. Um dia, uma amiga lhe apresentou um rapaz muito bonito, simpático e muito, mas muito educado. Logo eles começam um namoro. Cheio de galanteios, esse rapaz a encanta cada dia mais. Sim, ele parecia ser aquele grande amor de sua vida. Ela chegou a acreditar que teve sorte de conhecer “o amor de sua vida”. Assim, mesmo no começo do relacionamento, ela soube que eles foram feitos um para o outro. Porém, em pouco tempo de namoro ele começa a se mostrar. De um rapaz encantador, passa a encenar esse papel apenas quando estão entre os amigos, pois a sós ele se mostra verdadeiro, sem máscaras, um homem bravo, impaciente e que a humilhava. Essa jovem então pensa em terminar a relação, mas ele chora, sofre e promete que nunca mais vai tratá-la mal. Presentei-a com os mais caros mimos, idas a restaurantes e carinhos. Como deixar o príncipe escapar se ele se mostra arrependido? Foi assim que ela pensou. Infelizmente esse arrependimento durou pouco e logo as humilhações voltaram, mas desta vez piores, envolvendo até agressões físicas. A jovem chega a pensar que ela possa ter provocado tal “ciúme excessivo” e tenta a todo custo ser “mais compreensiva e “não provocá-lo”, pois ela entendeu que usar roupas curtas ou conversar com as amigas pode ser ruim para o relacionamento. Ela não queria deixá-lo bravo. O tempo passa e ela se anula cada vez mais, ao ponto de perder sua identidade. A jovem reconhece que está num relacionamento doentio, mas mesmo assim não consegue sair dele. Tem medo. Está perdida. A jovem mistura anulação e dependência com amor. Essa jovem vive assustada, com medo da reação dele no dia, pavor da reação dele se ela for embora. Agora está totalmente perdida e apavorada, mas não sabe o que fazer. Essa jovem já não se sente jovem…”

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O preço da anulação

A cada dia me surpreendo com história de mulheres que se anulam para manterem um relacionamento. Quem está de fora pensa que é simples se separar, mas só a mulher que vive nesta situação sabe o quanto é sofrido relacionar-se com uma homem autoritário e controlador. Uma mulher que se anula está perdendo sua identidade. O preço disso? Uma intensa crise de identidade e sofrimentos.

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Será que você sabe se comunicar com o outro?

Parece fácil dizer algo a alguém, certo? Precisamos apenas pensar e falar (tem pessoas que não pensam antes de falar, mas isso é outro caso). O outro escuta e pronto! Eis o início de uma comunicação! Hummm… Mas será que a outra pessoa realmente entendeu o que queríamos dizer? Se eu falo que a minha mesa é grande na minha sala o outro pode imaginar conforme o padrão de tamanho dele. Por exemplo: eu vejo minha sala do consultório e acredito que a mesa esteja grande pois ocupa grande parte da sala. Mas a outra pessoa pode imaginar uma mesa maior que uma mesa de sinuca, por exemplo, em uma sala duas vezes menor do que realmente é. Assim, a imagem que a outra pessoa criou em sua mente é baseada na criação que ela mesma fez e não a que eu imaginei ou vi. Dei um exemplo simples e mesmo assim podemos complicar. Agora, e quando falamos de sentimentos? Agora além de complicar a coisa fica complexa!

O que estou tentando escrever aqui é que quando nos comunicamos tendemos expressar aquilo que está em nossas vivências e não da outra pessoa. Vamos dizer que minha vivência se chama “mapa”. O meu “mapa” é diferente do seu, concorda? Cada pessoa tem seu próprio mapa, sua própria vivência e experiências. Cada pessoa tem sua maneira ÚNICA de interpretar seu mundo, seu mapa. O “território” (mundo externo) é interpretado individualmente e muitas vezes, quando nos comunicamos, não estamos cientes do mapa alheio.

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