Category Archives: Comportamento

Dificuldade de se envolver nos relacionamentos atuais

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Flowers

Escuto diariamente sobre os relacionamentos e suas complexidades. Todo mundo sabe que não é fácil se relacionar com uma pessoa sem ter que lidar com as diferenças de opiniões, culturais, familiares, crenças, etc. Encontrar alguém 100% compatível com o mesmo “pensar” é uma utopia. Os opostos se atraem? Não acredito nisso. Acho que as semelhanças sim fazem aumentar as chances de um relacionamento dar certo. Mas as diferenças, por outro lado, dão um sabor todos especial na relação (isso quando sabemos lidar com elas). Hoje pela manhã, abri meu computador e naveguei em alguns sites conhecidos. Todos eles anunciavam sobre o fim de um relacionamento de um ano de um cantor famoso. Essa notícia não me chamou atenção alguma, pois não tenho nada a ver com a vida dele. Mas, numa rede social, essa notícia parece ter viralizado. Por curiosidade, abri para ler somente os comentários e saber como as pessoas pensam ou “pitacam” na vida alheia. Muitos, mas muitos dos comentários eram de cunho pejorativo questionando sua orientação sexual.  O fato deste cantor ter tido vários insucessos nos relacionamentos passava a ser “patognomônico” de que algo “errado” acontece com ele. Como se ele não pudesse terminar mais nenhum relacionamento, pois teria que “assumir” um problema mais sério. Bobagem! Cada um decide com quem quer continuar ou não a se relacionar.

Mas, por outro lado, penso também nos relatos que escuto no consultório sobre as dificuldades em se relacionar com alguém. Percebo que naqueles pacientes mais velhos (de gerações mais antigas) lidam de forma diferente da geração mais nova. Os mais velhos toleram mais as diferenças conjugais e tentam se adaptar à situação. Já a geração atual, parece ter uma dificuldade maior com isso. Bom, dificuldade ou vontade maior em ser feliz. Não é fácil dizer o que acontece com nossa sociedade, mas que há uma diferença nos relacionamentos atuais isso é nítido. Parece que os mais novos toleram menos essas diferenças e logo se “desconectam” da pessoa, partindo assim, para novos relacionamentos. Até a forma de se conhecer uma pessoa mudou. Antes éramos apresentados a alguém, o flerte acontecia, o pedido de namoro, noivado e, por fim, o casamento. Hoje tudo é mais dinâmico. Você pode baixar um aplicativo de paqueras no seu celular e encontrar (em poucos segundos) uma lista de pretendentes. Você conhece seu pretendente no momento em que inicia “algo” e passa pelas etapas com uma velocidade que não acompanha o ritmo dos sentimentos. Então eu questiono: será que temos dificuldade em nos envolver ou estamos iniciando relacionamentos onde não há, desde o início, possibilidade de envolvimento? Será que nossa tolerância diminuiu ou não estamos mais dispostos em “perder tempo” com a pessoa (supostamente) errada? Confuso, não? Esse é o nosso mundo atual, dinâmico, rápido e… complexo.

Um excelente final de semana a todos…

Mariza Matheus

Imagem: George Hodan (Public Domain Picture)

O Apego

Sunset On The Beach

Estamos sempre apegados a algo. Pode ser à nossa carreira, relacionamento, ao carro, à aquele vestido MARAVILHOSO que saiu com descontão, ao intervalo do almoço, etc. Sempre há algo que gostaríamos ter “pra sempre”. Buscamos desfrutar daquilo que nos interessa de forma “eterna” e quando “acaba”… vem um sofrimento. Às vezes temos amizades que vem e vão, assim, sem uma justificativa aparente (o que dificulta mais ainda a lidar com o desapego dessa amizade). Tem relacionamentos que parecem durar até que possamos aprender algo. Tem vezes que estamos apegados à nossa condição financeira e quando vem uma crise, um sofrimento intenso a acompanha. Sempre há algo que nos apegamos, seja lá que algo ou situação for, mas sofremos (muitas vezes além da conta) quando aquilo que nos apegamos se vai.

Lidar com o desapego não significa deixar de valorizar aquilo que temos. Apenas não deixar que o objeto, pessoa ou situação seja visto como eterno, pois nada é eterno. A impermanência é uma realidade. Como eu gostaria que meus avós fossem eternos. Há tantas coisas que gostaria de contar para eles, mas eles se foram e só restou a saudade. Na época de minha avó (2009) eu cheguei a me sentir “amputada” com sua partida. Como se minha vida não tivesse mais sentido. Mas essa dor foi dando espaço para a saudade e hoje sei que sua partida foi no momento certo. Quatro anos depois foi a vez de meu avô. Neste caso, eu já havia aprendido a lidar melhor com o “apego/desapego” daqueles que amamos e reagi de outra forma. Fiquei muito triste, mas não sem rumo. Fiquei com uma saudade imensa, mas dei espaço à gratidão por ele ter feito parte de minha vida. Tive apego também em amizades, e quando mudava de cidade, vinha a dor da distância. Tive apego ao meu corpo de 20 anos e, aos 40, ele não mais existe. Tudo bem. Agora é o momento do corpo dos 40, o de 20 teve seu momento. Passou. Tive apego a tantas coisas e hoje, ao olhar para trás, não sinto que perdi e sim que o momento se foi e outros virão.

Não se apegue tanto a algo ou situação. Aproveite o momento e entenda que tudo tem um porquê. Talvez hoje você não tenha a resposta, mas pode ter certeza que saberá lidar com cada perda, na sua velocidade, no seu tempo. Lembre-se… tudo passa, mas outros momentos virão. Pessoas se vão por ser o momento delas (ciclo da vida), amizades mudam porque nossos caminhos também mudam. Objetos quebram, são roubados ou perdidos, porque já cumpriram sua finalidade.

Uma excelente manhã a todos (sem apegos exagerados)…

Mariza Matheus

Imagem: Bobby Mikul (Public Domain Pictures)

Jardim das mágoas

Papoula

Cada vez que regamos uma planta damos alimento a ela, certo? Isso todos nós sabemos. Assim ocorre com nossas mágoas. Se as regarmos diariamente, o que você que vai acontecer? Sim, um enorme “jardim magoado” vai crescer com força. Ali, ocupando todo espaço de sua mente. Influenciando suas decisões e atitudes.

Todos nós temos que lidar, cedo ou tarde, com nossas mágoas e decepções. Tente não alimentá-las. Tente não regá-las. Na verdade não tente nada, pois “tentar” não é dar seu máximo. Dê o seu máximo para não fomentar suas mágoas. Dê o seu máximo para não alimentar o ódio dentro de você. Faça isso por você! “Regue” somente os sentimentos que te façam olhar pra frente. Não se permita viver neste jardim cheio de ervas daninhas!

Ao fomentarmos nossas mágoas elas permanecerão vivas e fortes, cada vez mais “verdes” aos nossos olhos. Passamos, então, a cultivar esse jardim das mágoas e lamentações. Mas esse “jardim” não nos alimenta a alma, pelo contrário, nos faz afundar num círculo vicioso de sentimentos negativos que arruínam nossa autoestima. Ok, não há como evitarmos uma decepção e nem fingirmos que algo ruim não aconteceu. Concordo. Mas por que alimentamos essa dor? Podemos aprender e/ou procurar uma solução, mas dar colorido a algo negativo nos impactará de tal forma que vamos contra nós mesmos.

Não regue o jardim das mágoas. Cultive sentimentos bons e plante novas sementes neste jardim. Chega de mágoas! Não há mais espaço para essa decepção que parece só dar frutos negativos. Há outros jardins bem mais interessantes e coloridos.

Uma excelente tarde a todos (com muitas flores de amor)…

Mariza Matheus

Foto: Martin Birkin (Public Domain Pictures)

Geração WhatsApp

Já repararam que as pessoas, hoje em dia, andam olhando pra baixo? Quer dizer, andam olhando para o celular. Na verdade, não vejo esse comportamento apenas nas ruas. Percebo também nos restaurantes, no metrô, em sala de aula, etc. Até durante consulta eu vejo paciente (mais adolescentes) checando o celular depois de um aviso sonoro típico. Pergunto se é algo urgente que não pode esperar e escuto que “são apenas mensagens” e assim a consulta segue, sendo interrompida por alguns “fififiFIfi”.

As pessoas não enxergam mais! Não reparam mais no que está em sua volta. Não sabem mais os assuntos que são abordados. Fico preocupada com tanta comunicação tecnológica e menos conversa ao vivo, menos olho no olho, sabe? Menos contato humano. Nossa geração WhatsApp nos faz mais íntimos do celular e não das pessoas. Já vi no Facebook um perfil onde dizia ter um “relacionamento sério com o celular”.

Estamos tão apegados à tecnologia que se formos assaltados e levarem nosso celular é como se levasse TUDO que temos. Será? Sei que não posso generalizar, mas o que está acontecendo com as relações interpessoais? Esses dias escutei uma jovem relatar que prefere conversar pelo WhatsApp do que ao vivo, pois se cansar, é só mudar para outro grupo e “fingir” que está ocupada. Como assim? Fingir fazer algo para continuar fazendo nada?

Acho esse aplicativo interessante e pode ajudar muito, se for bem aproveitado. Quando viajo, meus pacientes me encontram rapidamente. Converso com minha irmã e meu marido sempre que quero dividir algo que acredito ser importante com eles. Atualizo-me com assuntos dos meus estudos com facilidade e rapidez. Mantenho meus contatos profissionais em dia. Mas, por outro lado,  não quero saber do ódio que as pessoas têm do governo a cada 5 minutos ou das intermináveis mensagens “genéricas” sem fundamento. Vamos usá-lo a nosso favor e não contra nossa paciência!

E o que são estes grupos do WhatsApp? Fui colocada, repito, foi colocada em grupos que nem pedi para entrar! Infinitos bons dias  automáticos que literalmente cansam a paciência. São muitas mensagens e muitas sem sentido ou políticas/religiosas. Frases motivacionais acompanhadas de muitas “palminhas” mas sem conversas propriamente ditas. Estamos nos comunicando sem assunto. Estamos escrevendo sem ler o que o outro escreve. Estamos vazios… mas repletos de mensagens.

E o que acontece em nossa volta? Não sabemos, pois estamos olhando pra baixo.

Um excelente dia a todos…

Mariza Matheus

Tudo passa!

paz

“Tudo passa!”

Essa foi a frase que uma Lama budista (Sherab) falou para mim em um momento difícil de minha vida. Isso foi há alguns anos e eu ainda deixava meus pensamentos ruminarem em lamentações negativas e de autopiedade. Eu estava perdida e começara a perceber que pensamentos comandavam minhas escolhas. Não fazia boas escolhas naquela época. Procurei desenvolver o lado espiritual e confesso que fiquei um pouco confusa quando a Lama me falou aquela frase. Logo pensei: “Por que ela me falou isso? Será que está estampado na minha cara que estou infeliz?” Sim, estava. Eu deixava transparecer minha angústia a ponto das minhas expressões pedirem por ajuda. Qualquer um percebia que eu não estava bem. Acho que ser transparente tem essa desvantagem (rs). A Lama soltou essa frase. Assim, do nada. Quer dizer, das suas observações enquanto me olhava. Ela estava certa, passou. Aquela dor que eu sentia… passou! Assim, como muitas outras dores vieram depois… passaram! Tudo passa! Essa frase passou a frequentar minha mente diariamente. Até hoje penso nessa frase quando algo difícil acontece. “Vai passar, pois tudo passa!”

Aprendi que vivemos de momentos, bons e ruins. Todos momentos passam. Se estou passando por um momento triste logo penso que passará. E passa! Se estou vivenciando um momento bom. Este também passará, mas outro momento bom vai chegar. Assim é a vida, de momentos. Tudo passa! Não se desespere. Espere o próximo momento. Não se “apegue” aos momentos tristes ou decepcionantes. Eles passarão. Não se apegue também aos momentos bons. Deixe-os vir e aproveite cada segundo e os transforme em boas lembranças. Estes passarão e outros virão. A lei da impermanência no budismo, mas que deve ter outros nomes em religiões diferentes, mas tudo é assim, passageiro.

Faça dos seus momentos felizes boas lembranças e dos ruins, bons aprendizados.

Uma excelente semana a todos (com muitos momentos!)…

Mariza Matheus

Não permita que NINGUÉM decida quem você deve ser.

Salto

O mundo de hoje está cada vez mais cheio de regras. É impressionante como as pessoas podem ser excluídas em decorrência de pensamentos diferentes, por terem religiões diferentes, cor diferente, sexualidade… diferente.

Ser diferente não significa deixar de ser digno. Como alguém se sente no direito de te tratar mal só por que você tem escolhas diferentes? Precisamos de mais tolerância nesse mundo! O fato de uma pessoa ser negra, por exemplo, não difere em nada em sua essência. Todos somos iguais! Não acredita nisso? Veja um esqueleto humano e tente saber se era de um negro, japonês, judeu, católico, budista, homossexual, de um chato, de uma pessoa legal, etc… Nosso esqueleto é igual!!!! Somos iguais, mas com opiniões diferentes. E daí??? Qual o problema se eu gostar da cor roxa e você da laranja? Devemos brigar por isso? Devemos acabar com uma amizade por pensarmos diferente em algum aspecto?

Estou cada vez mais decepcionada com o ser humano… Ligar a televisão ou internet e ver o tanto de barbaridade que está acontecendo diariamente e bem perto de nós! Sei que, felizmente, há muitas pessoas distintas e com mentes abertas, mas um outro número de pessoas cresce e estes, com rigidez de pensamento e conceitos arraigados são os mesmo que apontam o dedo querendo determinar como você deve ser. Seja você mesmo! Alimente sua essência com bondade e evite influenciar-se por pessoas com mentes pequenas (julgadoras). Entenda que somos irmãos, vivendo na mesma época e, talvez, com missões semelhantes: fazer o bem.

Não vamos julgar as pessoas, pois o que importa, na minha opinião, é a bondade que se tem no coração, a capacidade de ser generoso e saber espalhar amor neste mundo tão sem afeto.

Uma excelente noite a todos, sem preconceitos ou julgamentos.

Mariza Matheus

Foto: por Anna Langova

Adolescência

Foto de Diário da autoestima.

Percebo, em meus atendimentos, que muitos pais ficam perdidos quando seus filhos se tornam adolescentes. Ser adolescente é desvendar o mundo de forma única e especial. Não gosto de rotulá-los como “aborrecentes” e aceitar que tudo é normal, principalmente os comportamentos destrutivos. Concordo que muitas vezes eles agem no impulso e apresentam uma dificuldade maior na com unicação, principalmente com seus responsáveis.

A busca da identidade e individualidade passa a ser prioridade. Querer ser igual ao grupo e, ao mesmo tempo, original é uma contradição fascinante que só na adolescência é permitido. Os sonhos começam a ter forma e os caminhos se abrem com a velocidade de um piscar de olhos. Tudo é eterno, menos o humor. São indestrutíveis e frágeis. São enigmáticos e previsíveis.

Adoro a adolescência. Que venha cheia de sabores e cores, sem nunca deixar seu brilho apagar.

OBS: Qualquer mudança abrupta do comportamento, mentiras constantes, isolamento afetivo e rompantes de raiva devem ser investigados.

Uma excelente tarde a todos,

Dra. Mariza Matheus (Sonora Clínica).

Ciúmes na relação afetiva

1Você é do tipo supermegaciumenta? Ou tem um ciúme tipo “cuidado” na relação?

Ou ainda você pode ser do tipo que não sente ciúme algum do seu cônjuge e mesmo assim gerar um “estresse” na relação.

Como será se relacionar com pessoas de diferentes tipos de ciúmes? O primeiro que citei é o tipo de ciúme patológico onde o outro passa ser uma posse do ciumento. Nesse tipo de relação a parte que sofre do ciúme de seu parceiro(a) não consegue ter individualidade. Neste caso, é difícil manter um relacionamento sadio. Chamamos de relacionamento destrutivo, onde um tenta, a todo custo, controlar a vida do outro. Quem consegue ser feliz nesse tipo de relação? Nenhum dos dois, provavelmente. Você conseguiria? Já passou por um relacionamento assim? Já atendi tantos casos de ciúmes patológico e nenhum conseguiu levar para frente seu relacionamento, devido ao grande estresse gerado. Houve muito desgaste e ambas as partes saíram machucadas e traumatizadas. Geralmente, o indivíduo que sente o ciúme patológico só procura ajuda depois de muitas perdas. O ciumento patológico sofre muito e vive num inferno mental de medos e angústias. Sua autoestima afunda à medida que o ciúme aumenta. Muitos crimes passionais são causados por ciumentos patológicos graves, pois a perda é algo insuportável e inadmissível. É claro que não posso generalizar, pois nem todo ciumento patológico é um “assassino potencial”, mas as chances dele(a) fazer algo que se possa arrepender é grande.

Mas há outro tipo de ciúme, um considerado “normal” perante olhares das pessoas. Onde um cuida do outro e teme, assim, perdê-lo quando se sente “ameaçado”, mas sem paranoias ou controles. Neste caso não há impedimento do outro viver sua individualidade, mas há certa insegurança por parte daquele que sente ciúme. Muitas vezes a outra parte sente-se lisongeada e amada quando percebe seu amado com ciúme, mas quando esse ciúme passa a ser frequente, há também um desgaste na relação. Tudo tem que ter um equilíbrio. Diferente do primeiro caso, que precisa de um acompanhamento profissional (psicoterapia e medicamentos), este ciúme pode ser resolvido entre o casal. Talvez a parte que tem o ciúme está mais fragilizada e insegura ou até com baixa autoestima. Seu conjuge deve compreender  e conversar com sua(seu) parceira(o) e tentar buscar resgastar a confiança que possa ter sido rompida. Aqui, o acolhimento é fundamental. Não adianta diminuir aquele que se sente inseguro e sim, mostrar-lhe que o elo entre casal é maior que qualquer ciúme.

Mas e quando seu conjuge não sente ciúme algum? Neste caso, há pessoas que não se sentem amadas e passam assim a ficar inseguras e, consequentemente, podendo levar um comportamento ciumento no outro. Para deixar mais claro: um casal onde um não sente nenhum ciúme, pode (veja bem, pode) levar uma sensação de desamparo no outro.

Bom, tudo tem que ser na medida certa. Um ciúme pode ser um tempero ou um veneno e a falta dele pode ser uma tranquilidade ou um sentimento de abandono afetivo no outro. Equilíbrio sempre! Não é fácil, eu sei, mas é preciso sempre cuidar de sua relação de forma madura e sincera.

Um excelente dia a todos (com muito respeito entre os casais)…

Mariza Matheus

Vida Simples

LibeNão é raro nossa mente divagar em diversos sonhos e desejos, certo? Estamos sempre querendo algo ou a espera de algo acontecer. Muitos de nós temos dificuldade de viver o presente, de curtir o agora. Viver simples não significa deixar de realizarmos nossos sonhos, mas sim termos sonhos de diversos níveis. Não adianta eu querer algo e não lutar por isso ou sempre desejar, desejar e desejar (e nunca não sair do lugar!). Muitas vezes um simples sorvete na praça pode ser o  “sonho” de um domingo tranquilo. Repare se você não está sempre em busca de algo inatingível. Tudo bem querer uma boa casa e/ou um bom carro, mas há muito mais sonhos por aí. Quando fixamos em poucos sonhos, deixamos de realizar o resto. O resto pode ser justamente o tempero da vida. Tenha sonhos diversos e de metas diferentes (aqueles realizáveis a curto, médio e longo prazo). Hoje, ao ler essa postagem, qual o seu sonho realizável de agora? Tomar um banho quentinho e ler aquele livro que você deixou esquecido na cômoda?  A vida pode ser interessante sempre e cabe a nós fazermos nosso dia a dia mais enriquecedor. Continue reading »

Atraímos o que pensamos

rp_1.jpgTenho certeza que você já deve ter escutado essa frase do título umas dezenas de vezes, certo? Você acredita nisso ou entra por um ouvido e sai pelo outro?

Se minha mente só é alimentada por pensamentos negativos, como vou tomar atitudes positivas? Outra coisa, os semelhantes se atraem, ou seja, você toda(a) negativa(o) vai atrair pessoas também negativas ou pelo menos pessoas que têm a ver com que você acredita. Por exemplo: se você acredita que todo mundo é falso, vai acabar atraindo justamente pessoas pessoas falsas, pois em sua mente essa é sua verdade, portanto, você atrai o que pensa. Se construirmos crenças pessimistas em nossa mente, de uma forma ou outra, iremos constantemente querer comprová-las. E a cada comprovação mais forte nossas crenças se tornam. Uma bola de neve que só acaba em avalanche emocional.

Quando pensamos em relacionamentos, tive alguns casos de mulheres que se sentiam “invisíveis”  para os homens, que acreditavam que nunca seriam amadas de verdade e que todos os homens acabariam traindo ou abandonando-as. Se você pensa igual elas, que tipo de homem você acha que vai atrair? Estamos sempre tentando, de forma inconsciente, provar nossas verdades mentais. Acredito que um primeiro passo é mudar esse padrão de pensamento e, por mais difícil que pareça, é possível sim! Pode levar um certo tempo, pois geralmente os padrões estão enraizados, mas você é capaz sim de mudá-lo. Na verdade podemos mudar nossos padrões sempre, pra melhor ou pior, mas sempre dependendo de nós e não dos outros. A mudança começa dentro de cada um e só assim veremos mudanças em nossas relações. Experimente mudar um padrão negativo e me fale depois dos seus resultados!

Uma excelente manhã a todos…

Mariza Matheus